É extremamente comum no futebol culpar o treinador por uma derrota. Afinal, é muito mais fácil culpar um do que onze. Mas não é o caso do Grêmio. É visível, e a grande maioria da torcida compartilha da opinião de que Luxa é o culpado pela péssima temporada que o Grêmio vem fazendo nesse ano. O projeto de Vanderlei fracassou por diversas vezes, como em dois Gauchões, uma Copa do Brasil, uma Sul-Americana e teve o pior de seus fracassos na eliminação de ontem pela Libertadores da América. O insucesso da passagem de Luxemburgo no tricolor tem vários motivos, como eliminações "planejadas" no campeonato estadual, jogadores mal escalados e jogadores que não deviam nem estar no elenco do Grêmio, que foram pedido do treinador. Não foi apenas ontem que o Grêmio não jogou bem, isso vinha acontecendo desde o primeiro jogo do ano, contra a LDU, as exceções dos jogos contra Fluminense, no Rio, e Caracas, em Porto Alegre. Algumas vitórias aconteceram, mas sem convencer o torcedor, que já não se mostrava satisfeito com o futebol apresentado na temporada, e sempre desconfiou no trabalho de Luxemburgo. Era questão de tempo que o fracasso viesse. Era visto que o Grêmio não conquistaria o tri da América neste ano, apesar do elenco montado, da Arena e da presidência do vitorioso Fábio Koff, a torcida não tinha confiança no seu treinador.
Desde o apito final do jogo de ontem, a saída de Luxemburgo vem sendo cada vez mais especulada, e essa saída deve acontecer o quanto antes, para o bem do Grêmio. Existem dois nomes muito fortes e citados pela torcida, ambos seriam boas escolhas para comandar o Grêmio, já chegaram a final de Libertadores e são ídolos do tricolor, são eles Renato Portaluppi (dispensa apresentações) e Mano Menezes, que levou o Grêmio à final da Libertadores com um time inferior, no papel, mas com muita raça. Particularmente, eu contrataria o Mano Menezes. E ainda há um outro nome citado pelas notícias e por alguns torcedores, que é muito conhecido por Grêmio e Internacional e que, ao contrário de Luxemburgo, já foi campeão da Libertadores... Celso Roth.


